quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pesagem do UFC Rio será na HSBC Arena



Após o anúncio oficial do UFC Rio para o dia 27 de agosto, muito se especulou sobre uma possível pesagem a céu aberto na praia de Copacabana, e alguns chegaram a confirmar que a pesagem aconteceria na Marina da Glória.

Na manhã de hoje, segundo informações, a pesagem dos 24 atletas (14 brasileiros) acontecerá na HSBC Arena, mesmo palco do show, na sexta-feira (26). Marcada para começar às 16 horas, o evento será aberto ao público.

Mas esta não é a única atração do dia.

Entre 14h30 e 15h30, o UFC colocará quatro astros à disposição do público para fotos e autógrafos. Ex-campeões do UFC, Lyoto Machida e Vitor Belfort estão confirmados, e terão a companhia de José Aldo, atual campeão dos penas, e da lenda Royce Gracie.

Na quarta-feira (25), acontece a coletiva de imprensa no Copacabana Palace.

CARD COMPLETO (sujeito a modificações):

UFC 134: Rio
HSBC Arena, Rio de Janeiro, Brasil
Sábado, 27 de agosto de 2011

Card completo:
Anderson Silva enfrentará Yushin Okami;
Forrest Griffin enfrentará Mauricio Shogun;
Rodrigo Minotauro enfrentará Brendan Schaub;
Edson Barboza Junior enfrentará Ross Pearson;
Luiz Cané enfrentará Stanislav Nedkov;

Card preliminar:
Spencer Fisher enfrentará Thiago Tavares;
David Mitchell enfrentará Paulo Thiago;
Erick Silva enfrentará Luis Beição;
Dan Miller enfrentará Rousimar Toquinho;
Felipe Sertanejo enfrentará Iuri Marajó;
Yves Jabouin enfrentará Ian Loveland;
Raphael Assunção enfrentará Johnny Eduardo.

Fonte: www.tatame.com.br

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Após Okami, Anderson pega Sonnen ou Stann



Se confirmar o amplo favoritismo e vencer Yushin Okami no UFC Rio, no dia 27 de agosto, o campeão dos médios, Anderson Silva, assistirá de camarote à luta que define seu próximo adversário.

Em coletiva de imprensa, o presidente Dana White confirmou que o vencedor da peleja entre Chael Sonnen e Brian Stann, que acontece dia 8 de outubro (UFC 136), terá a chance de disputar o cinturão da categoria.

Stann cresceu como uma das grandes promessas da categoria. Campeão do WEC em 2008, o ex-militar norte-americano passou por cima de Chris Leben e Jorge Santiago em suas últimas lutas.

Enquanto Brian está embalado por uma boa sequência de lutas, Sonnen não compete desde a derrota para Anderson Silva, quando dominou por quatro rounds e meio, mas acabou finalizado no fim. Dias depois da peleja, foi flagrado pelo antidoping, e só agora poderá voltar à jaula.

Fonte: www.tatame.com.br

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Caubói nocauteia Charles em UFC explosivo



O UFC on Versus confirmou a tradição de lutas emocionantes neste domingo (14). Jim Miller travou uma das melhores lutas do ano contra Ben Henderson, Donald Cerrone mandou Charles do Bronx’s à lona em apenas três minutos, Cris Lytle se aposentou numa luta fantástica contra Dan Hardy, e Ronny Markes estreou com o pé direito no UFC. Confira o que mais aconteceu no emocionante dia dos pais do UFC, e fique ligado para acompanhar, ao longo da semana, toda a repercussão do show.

Cerrone nocauteia Charles em três minutos

Charles do Bronx’s não venceu as duas lutas anteriores (uma derrota e um no contest), mas um triunfo sobre Donald Cerrone, um dos melhores atletas da categoria, o colocaria de volta no trilho em busca de uma chance pelo título. Mas o “Cowboy” precisou de três minutos para frustrar os planos do paulista. Cerrone acertou um upper no plexo de Charles, que caiu em knockdown, e seguiu com o castigo até a interrupção do árbitro, Mario Yamasaki, dando a vitória por nocaute técnico ao gringo. Cm o triunfo, Cerrone faturou 65 mil dólares pelo melhor nocaute da noite.

Henderson vence Miller em luta espetacular

Jim Miller estava invicto nas últimas sete lutas, com vitórias sobre alguns dos melhores pesos leves do UFC. Ben Henderson, ex-campeão do WEC, queria mostrar que estava no mesmo nível dos atletas do UFC. O resultado: uma das melhores lutas do ano até agora. Melhor no começo, Miller quase finalizou diversas vezes na leglock e ainda arriscou um kata-gatame em pé, mas Henderson mostrou estar com o Jiu-Jitsu afiado – e o ground and pound em dia. Castigando o rosto de Miller com duras cotoveladas nos três assaltos (principalmente no último), Ben chegou a encaixar um justo mata-leão na última parcial, mas a vitória veio na decisão unânime dos juízes. Surpreendentemente, não levou o bônus de melhor luta da noite.

Aposentadoria com chave de ouro para Lytle

Na pesagem do UFC on Versus, que aconteceu sábado, o veterano Chris Lytle, que disputou mais de 60 lutas em sua carreira, anunciou que penduraria as luvas após a luta principal da noite, contra Dan Hardy. E sem pressão alguma nos ombros, ele entrou para dar show. Recordista de bônus extras (oito, ao lado de Anderson Silva), Lytle foi para a trocação franca com Hardy.

Após 14 minutos de puta pancadaria em pé, Hardy decidiu tentar uma queda para pontuar, mas acabou oferecendo uma guilhotina de presente de despedida a Lytle, que não desperdiçou. A guilhotina, encaixada a 45 segundos do fim da luta, foi o “adeus” perfeito a Lytle, que se aposentou como o recordista de bônus extras, levando para casa os bônus de melhor luta e melhor finalização (um total de 130 mil dólares). Por tudo o que já fez no UFC, merece.

Longe do MMA, ele agora se dedicará à carreira política. Enquanto isso, a quarta vitória consecutiva de Dan Hardy o colocaria ainda mais longe do UFC. Segundo seu patrão, não. “Dan Hardy não será demitido. Eu gosto de caras que vão pra guerra”, anunciou Lorenzo Fertitta pelo Twitter.

Ronny estreia com o pé direito no UFC

Peso médio da Kimura Nova União, Ronny Markes aceitou subir de categoria para estrear no UFC, e não teve muito trabalho para vencer o mais experiente Karlos Vemola. Apesar da base de Wrestling do oponente, o potiguar dominou os 15 minutos de luta com boas quedas, chegando a posições de vantagem no chão em diversos momentos, mas não conseguiu finalizar a luta. Ao final da peleja, vitória brasileira por unanimidade.

RESULTADOS COMPLETOS:

UFC on Versus 5
Wisconsin, Estados Unidos
Domingo, 14 de agosto de 2011

Card principal:
Chris Lytle finalizou Dan Hardy com uma guilhotina a 4min16s do 3R;
Ben Henderson derrotou Jim Miller na decisão unânime dos juízes;
Donald Cerrone derrotou Charles do Bronx’s por nocaute técnico a 3min01s do 1R;
Duane Ludwig derrotou Amir Sadollah na decisão unânime dos juízes;

Card preliminar:
Jared Hamman derrotou CB Dollaway por nocaute técnico a 3min38s do 2R;
Joseph Benavidez derrotou Eddie Wineland na decisão unânime dos juízes;
Ed Herman finalizou Kyle Noke com uma chave de calcanhar a 4min15s do 1R;
Ronny Markes derrotou Karlos Vemola na decisão unânime dos juízes;
Jimy Hettes finalizou Alex Caceres com um mata-leão a 3min12s do 2R;
Cole Miller finalizou TJ O'Brien com uma guilhotina a 2min38s do 2R;
Jacob Volkmann derrotou Danny Castillo na decisão unânime dos juízes;
Edwin Figueroa derrotou Jason Reinhardt por nocaute técnico a 50s do 2R.

Lyoto pode voltar ao UFC contra Phil Davis



O período afastado do octógono desde a vitória por nocaute sobre Randy Couture pode estar próximo do fim para o brasileiro Lyoto Machida. No sábado (13), o carateca promoveu um dos workshops mais concorridos do Brazil Sports Show, feira de esportes realizada no fim de semana na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.

Como não poderia deixar de ser, Machida foi constantemente indagado sobre a falta de compromissos agendados no Ultimate neste segundo semestre. Mas em entrevista o Casca-Grossa, Jorge Guimarães, o Joinha, empresário do atleta e também presente ao evento, afirmou que o norte-americano Phil Davis deve ser o próximo oponente do brasileiro em breve.

“Já houve os primeiros contatos e logo mais poderemos revelar mais novidades. Ele (Davis) é possibilidade cada vez mais concreta pelo próprio andamento atual da categoria. Seria grande adversário para o Lyoto, que é um dos maiores ídolos do esporte no Brasil e precisa voltar ao batente logo”, explicou Joinha.

Mesmo ainda discreto sobre o assunto, Machida não hesitou em comentar o próximo desafio 'quase certo'.

“Seria um combate clássico entre estilos. (Phil) Davis é um wreslter nato, que aposta em tomar o ritmo forte do combate e levá-lo até o fim sem perder o fio da meada. Eu teria de ajustar alguns aspectos no meu jogo para enfrentá-lo de igual para igual. Mas esta maleabilidade técnica sempre foi uma de minhas características mais fortes. Não vai haver problema”, avaliou o lutador.

Phil Davis é considerado um dos mais promissores da nova geração de atletas do MMA, que tem em Jon Jones, atual campeão meio-pesado, o principal expoente. Davis faria a luta principal do UFC 133 contra Rashad Evans, mas uma contusão poucas semanas antes do combate o forçou a se retirar do compromisso. Ele está invicto há nove combates.

Fonte: http://www.tatame.com.br/

Gracie não se arrepende de vender UFC, mas alerta: 'não é mais briga de verdade'

Maurício Deho
Quando o UFC começou, seu criador, Rorion Gracie, tinha só uma intenção: colocar lutadores de diversas especialidades dentro da jaula, sem regras, como forma de comprovar a superioridade do jiu-jitsu aperfeiçoado por sua família. Quase duas décadas depois, o Ultimate Fighting Championship se transformou, virando uma febre mundial e valendo US$ 2 bilhões. Mesmo tendo vendido sua parte quando a empresa era cotada em só US$ 2 milhões, Rorion diz não se arrepender e apenas lamenta não poder ver no ringue o formato que planejou: “não é mais briga de verdade”.
Para Rorion, a criação de regras, a implementação de rounds e a limitação de tempo mudaram o “jogo”, mexendo não só com os resultados, mas com a cabeça dos atletas. Ainda assim, conclui que o importante neste processo todo foi a concretização de sua meta ao se mudar para os Estados Unidos, que foi mostrar ao mundo o jiu-jitsu dos Gracie. Hoje, segundo o carioca de 59 anos, ele é a base de um novo estilo de luta, que é o que se tornou o MMA, as artes marciais mistas.
Em entrevista ao UOL Esporte, além de falar da fase atual da modalidade e do evento, Rorion lembrou a criação do UFC e, antes disso, as dificuldades que passou nos Estados Unidos. Na sua primeira visita ao país, o filho de Hélio Gracie foi roubado e chegou a pedir esmola e dormir na rua. Confira essa e outras histórias do criador do evento, que retorna ao Brasil no dia 27 de agosto.

Qual foi a ideia principal em criar o UFC como um torneio entre lutadores de diferentes modalidades e sem regras?

Rorion Gracie: Eu tive essa ideia de fazer campeonatos com oito lutadores, de diferentes especialidades, para que todos vissem uma comparação de estilos de luta. A ideia era educacional, para mostrar de uma vez por todas qual luta era a melhor luta e provar meu ponto com o jiu-jitsu. As pessoas começaram a entender que com técnica não se precisa de força ou habilidade física. O Royce [Gracie, vencedor de três dos quatro primeiros UFCs], apesar de menor e mais leve, ganhou de todo mundo, provando que o fraco vence se conhecer a técnica certa.Ter um lutador como Royce foi importante nesta primeira fase?Rorion: O Royce nunca tinha feito uma briga de rua na vida. Eu o escolhi porque ele não tinha um físico impressionante, muito pelo contrário, era quase de dar pena! Achei que seria o melhor exemplo para mostrar a eficiência do jiu-jitsu. Aliás, nós na família Gracie não somos grandes atletas. Um exemplo: o Michael Jordan é um atleta excelente, porque faz coisas no basquete que outros não fazem. Isso depende da habilidade dele. Já o Royce tinha um conhecimento que ninguém mais possuía. Como ninguém sabia nada de luta no chão, ele venceu todo mundo. Ou seja, o excepcional não era o Royce e sim o jiu-jitsu.

Em comparação com os primeiros UFCs, hoje o MMA é um estilo de luta propriamente dito?

Rorion: Esta é a pergunta. Minha ideia original era comparar estilos para que se descobrisse qual o mais eficiente. Sem sombra de dúvidas o jiu-jitsu ganhou. Consequentemente, todos começaram a aprender, mesmo aqueles que não gostam de admitir isso. Hoje existe uma mistura mas, se tirarmos o jiu-jitsu, qualquer lutador perderá drasticamente sua eficiência. Ou seja, o MMA virou um tipo de luta, mas o jiu-jitsu é a espinha dorsal da eficiência dos praticantes.E como ocorreu a venda do UFC.

Você não estava contente com os rumos do evento?

Rorion: Vendi minha participação porque meus sócios insistiram em implementar tempo de luta, luvas, categorias de peso, etc. E com tudo isso torna-se necessário haver participação de jurados para decidir quem ganha. Os jurados definem a vitória por quem deu mais socos ou foi mais agressivo, e na verdade isso não comprova quem é o melhor lutador. O UFC não é mais uma briga de verdade, virou entretenimento. Como eu já tinha provado meu ponto, vendi minha participação e não me arrependo disso.

Hoje em dia você acompanha o evento? Pretende assistir ao UFC Rio?

Rorion: Não me interessa. Não assisto aos shows. Hoje não temos mais a comparação de estilos de luta, e sim uma comparação de atletas. Mede-se a capacidade física e atlética do individuo. Quanto ao evento no Rio, para mim é ótimo, pois eu vejo que a ideia que tive virou um sucesso internacional.

Entre os grandes de hoje, você tem algum lutador preferido?

Rorion: Não. Todos esses atletas que chegam à posição de um Anderson Silva têm suas qualidades. Ter a disposição de botar a cara para trocar porrada no ringue demonstra a atitude de um vencedor. O MMA é um esporte que exige uma variedade de qualidades, como dedicação, persistência, disciplina, técnica... Portanto todos eles - como Anderson, Minotauro, Wanderlei Silva - merecem o nosso respeito.

Voltando ao seu início como um difusor do jiu-jitsu, como foi a primeira vez que você foi aos Estados Unidos?

Rorion: Eu vim para cá em 1969, para tirar três meses de férias, mas meu dinheiro e a passagem de volta foram roubados. O problema é que a companhia de aviação disse que ia demorar seis meses para reaver a passagem. Então, liguei para o meu pai, Hélio Gracie, e disse “papai, tô gostando tanto da América que vou ficar seis meses”. Eu tinha 17 anos, estava sozinho e sem falar inglês direito, e ainda sem passagem para voltar. Mas não queria preocupar o velhinho (risos).

Como você se manteve neste tempo, longe de casa?

Rorion: Comecei a ir atrás de emprego e arranjei trabalho em uma lanchonete. Comecei a me arrumar, mas cheguei até a pedir esmola na rua, dormir em jornal... A ideia de trabalhar para me sustentar e de ter que assumir responsabilidade por tudo que fazia ajudou a fazer desta aventura uma experiência positiva. Depois que me formei em direito no Brasil, em 1978, mudei para os EUA já com a ideia para implantar o nosso jiu-jitsu.

Quais foram suas dificuldades no início?

Rorion: No começo, coloquei um tatame dentro da minha garagem e todas as pessoas que eu conhecia, convidava para uma aula grátis. Se a pessoa trouxesse um amigo, ganhava mais uma, se trouxesse dez amigos, ganharia dez aulas. E com isso a coisa foi crescendo.

Foi ali mesmo na garagem que começou o que viraria o UFC, não?

Rorion: Enquanto a academia estava crescendo, tinha alunos que chegavam e falavam que professores de outras artes não acreditavam na eficiência do jiu-jitsu e que estavam dispostos a brigar comigo. Então, eu convidava esses professores de caratê, boxe, kung fu para a minha garagem, e chamava os alunos que queriam ver o “pau comer". Como o jiu-jitsu é indiscutivelmente a mais completa das artes marciais eu ganhava de todo mundo.

Como isso se transformou em fama para você, até chegar no UFC?

Rorion: A popularidade passou a ser tão grande, que em um momento eu estava dando mais de 600 aulas por mês e tinha 85 pessoas na lista de espera para aprender, entre eles, o diretor do “Conan, o Bárbaro”, John Milius. Depois de uns dez anos de garagem, eu consegui abrir uma academia na Califórnia. E um dia a ficha caiu que, se eu quisesse mostrar o jiu-jitsu Gracie para o mundo inteiro, eu tinha de ir para a televisão.

Depois de quase duas décadas da criação do UFC, você faria algo diferente para ainda ter o evento?

Rorion: Não, faria exatamente igual. Pensei bastante na época de criar o Ultimate, para não me arrepender depois. O fato de ter sido até um pouco chocante, não ter limite de tempo, e os lutadores poderem usar qualquer golpe, é que fez o evento ter o sucesso e a credibilidade que teve. Isso foi uma tática que funcionou muito bem, e criou essa chama inicial para o vale-tudo pegar fogo.


UFC 1: O COMEÇO DE TUDO
O dia 12 de novembro de 1993 marcou a primeira edição do UFC. Em Denver (EUA), oito lutadores foram reunidos em um torneio, incluindo Royce Gracie, irmão do principal criador do evento, Rorion. Oferecendo US$ 50 mil ao vencedor, as lutas não tinham limite de tempo, rounds e restrição de golpes - apenas os considerados baixos, incluindo mordidas e dedadas no olho. Cerca de 2.800 pessoas acompanharam a programação - que também foi transmitida em pay-per-view na TV norte-americana - e incluía na mesma noite a disputa de quartas de final, semifinal e a definição do título.
Dentro da jaula, o destaque acabou sendo Royce e seu jiu-jitsu. Ele iniciou vencendo o norte-americano Art Jimmerson, depois finalizou Ken Shamrock em 57s. Na final, foi campeão ao vencer com um mata-leão o holandês Gerard Gordeau, em menos de dois minutos.

Avaliado em R$ 200 mil, octógono do UFC Rio aporta no Brasil com status de 'estrela'


No dia 27 de agosto, no Rio de Janeiro, um personagem será o centro das atenções, atraindo olhares do mundo todo e em especial dos fãs do MMA. Se você pensa que este personagem é Anderson Silva, não está de todo errado. Para a organização do UFC 134, no entanto, uma outra estrela é tratada com tanto zelo e pompa quanto o campeão dos médios: o octógono.
Pois é. A estrutura que será o palco do UFC é um dos elementos mais importantes da noitada na arena HSBC e, para receber 12 combates - incluindo uma disputa de cinturão -, o octógono já está no Brasil. A chegada ao Rio de Janeiro foi pelo mar, de acordo com a Brasil 1, empresa responsável pela produção de todo o evento, com a missão de realizar um espetáculo com exatamente o mesmo padrão do visto nos Estados Unidos.
A estrutura que será montada no Rio deixou o porto de Tilbury, na Inglaterra, no início do mês. “O navio com a valiosa carga, estimada em 125 mil dólares, será o centro das atenções no HSBC Arena e aportou no Rio de Janeiro no dia 06 de agosto”, afirmou a empresa, por meio da assessoria do UFC, demonstrando o status de “protagonista” do palco das lutas.
Em meio a 3 toneladas de equipamentos de som e 2 toneladas de equipamentos de luz, a infraestrutura do UFC Rio tem de “gringa”, além do octógono, apenas parte da estrutura da transmissão ao vivo da programação. Itens de som, luz e telões são nacionais, mas os valores totais para movimentar o “circo” do evento são guardados a sete chaves pelo UFC.
A montagem da HSBC Arena começará no dia 24 de agosto, três dias antes dos combates, e estima-se que 600 profissionais estarão em ação para garantir o sucesso da edição carioca.

“Popstars”, lutadores não tem lista de exigências.

Apesar de serem as estrelas de fato da noite, pisando no octógono de R$ 200 mil, os lutadores não terão tratamento de popstars na HSBC Arena.
Camarins individuais só serão disponibilizados para os lutadores dos combates principais - as três estrelas brasileiras serão, além de Anderson, Rodrigo Minotauro e Maurício Shogun.
O restante deve ser dividido em dois espaços para o aquecimento, para manter oponentes afastados nos instantes anteriores aos confrontos.
Para o público, por outro lado, há quem vá receber tratamento bem mais cômodo. São previstas áreas VIP para convidados da Zuffa (empresa dona do UFC) e para patrocinadores, que poderão levar celebridades para a noitada como convidados.



ENTENDA MAIS DO OCTÓGONO DO UFC
O famoso octógono do UFC é uma marca registrada do evento, e vem desde sua primeira edição. A ideia de Rorion Gracie foi poder colocar dois lutadores em um ringue, mas do qual nenhum pudesse escapar - a intenção era de uma "briga de rua", nas palavras do criador. Antes exclusivo, hoje o octógono pode ser usado em outros eventos, numa tentativa de uniformizar as regras do MMA. Atualmente as normas dizem que a jaula deve ficar a 1,2 m do chão. A cerca é de cerca de 1,70 m de altura, e o ringue tem cerca de 9 m de um extremo a outro - a medida varia ligeiramente dependendo de onde a estrutura for montada.

sábado, 13 de agosto de 2011

Belfort fala sobre golpe ilegal em Akiyama



Após ser nocauteado por Anderson Silva no UFC 126, Vitor Belfort voltou ao maior evento de MMA do planeta com um belo nocaute em cima de Yoshihiro Akiyama, no UFC 133. Mas após sofrer o knockdown, o “Fenômeno” desferiu alguns golpes ilegais na nuca do japonês, que repercutiram por todo o mundo. Em entrevista ao site americano Caged Insider, Vitor esclareceu o ocorrido.
“No calor da luta, talvez um golpe possa atingir o lugar errado, mas nesta luta contra Akiyama não foi isso que levou ao nocaute. O árbitro estava muito perto e observando tudo. Foi apenas um golpe na parte de trás da cabeça e não vários como muitos estão falando. O outro acertou do lado da cabeça. Durante a luta essas coisas infelizmente acontecem, mas involuntariamente”, disse Belfort.

Fonte: www.tatame.com.br

A duas semanas do UFC Rio, veja um raio-X da preparação dos astros brasileiros

Maurício Dehò
Em São Paulo


No próximo dia 27 de agosto, Anderson Silva, Maurício Shogun e Minotauro serão as estrelas do Brasil na primeira edição carioca do UFC. E, apesar de ficarem poucos minutos no octógono, eles colocarão à prova preparações puxadas que duraram até quatro meses, em busca da vitória em frente à torcida verde-amarela.
A duas semanas do evento, o UOL Esporte fez um levantamento e preparou um raio-X dos treinos dos astros, para o fã de MMA entender como foi a preparação de cada um deles e o que ainda será feito para acertar os últimos detalhes até eles subirem no octógono na arena HSBC.




ANDERSON SILVA - enfrenta Yushin Okami (JAP), pelo cinturão dos médios


Tempo de férias após a última luta

Retomou treinos 3 semanas após vencer Belfort.

Início dos treinos específicos do UFC Rio
No final de maio.

Onde está treinando?
Na Team Nogueira, academia de Minotauro, com algumas sessões na XGym, também no Rio.

Quem está no comando dos treinos?
Rogério Camões é o preparador físico, com Pedro Rizzo no muay thai, Ramon Lemos no jiu-jítsu e Luis Dórea no boxe. Josuel Distak participa da coordenação de MMA.

Qual é a rotina de treinos?
Duas sessões por dia, de duas horas, de segunda a sábado.

Quem são os principais sparrings?
Feijão, Minotauro, Jordan Smith e Roberto Corvo.

Treinos específicos para Okami?
Preocupação em aperfeiçoar o chão, as quedas e as defesas de quedas.

Adequação ao peso dos médios (84 kg)
Normalmente com 100 kg, perde gradualmente nos treinos, tirando 4 kg na semana da luta.


MAURÍCIO SHOGUN - enfrenta Forrest Griffin (EUA), pelos meio-pesados


Tempo de férias após a última luta
Em uma semana, retomou os treinos leves após a derrota para Jon Jones.

Início dos treinos específicos do UFC Rio
No final de maio.

Onde está treinando?
Na Kings MMA, em Huntington Beach (EUA). As duas semanas finais serão na Nova União, no Rio.

Quem está no comando dos treinos?
Rafael Cordeiro é o técnico principal, com Jacob Harman no wrestling, João Assis no jiu-jítsu e Todd na preparação fisica.

Qual é a rotina de treinos?
Duas sessões por dia, de duas horas, de segunda a sexta. Uma sessão no sábado.

Quem são os principais sparrings?
Babalu, Fabricio Werdum e João Paulo "Tuba".

Treinos específicos para Griffin?
Não há áreas específicas de preparação, e o foco é no muay thai, jiu-jitsu e wrestling.

Adequação aos meio-pesados (93 kg)
Normalmente com 99 kg, perde gradualmente nos treinos, tirando 3 kg na semana da luta.


RODRIGO MINOTAURO - enfrenta Brendan Schaub (EUA), pelos pesados


Tempo de férias após a última luta
Lutou pela última vez em 2010 e foi operado.

Início dos treinos específicos do UFC Rio
Após 3 cirurgias, retomou os treinos há 3 meses.

Onde está treinando?
Na própria academia, a Team Nogueira, no Rio.

Quem está no comando dos treinos?
Rogério Camões é o preparador físico, com Ramon Lemos e De La Riva no jiu-jítsu e Luis Dórea no boxe.

Qual é a rotina de treinos?
Duas sessões por dia, de duas horas, de segunda a sexta, e uma sessão no sábado.

Quem são os principais sparrings?
Cigano e Pezão.

Treinos específicos para Schaub
Atenção ao wrestling poder levar a luta ao chão, com o técnico Eric Albarracin (EUA).

Adequação aos pesados (entre 94 e 120 kg)
Já está no peso ideal, com 110 kg.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Após cortes, Golden Glory aguarda acordo para colocar Overeem no UFC



Recentemente, o presidente do UFC Dana White se indispôs com os dirigentes da academia holandesa Golden Glory e sua política de pagamento a atletas. A ira do chefão fez vítimas: a holandesa Marloes Coenen, que acabara de perder o cinturão do Strikeforce no dia 30 de julho, foi cortada do evento já no dia 31. O norueguês ex-campeão do ADCC Jon Olaf Einemo teve rescindido o contrato com o UFC no início de agosto. E a guilhotina está pronta para o russo Sergei Kharitonov, que deverá ser desligado do Strikeforce tão logo termine sua participação no GP dos pesados do evento. Apesar disso, o astro da companhia Alistair Overeem ainda está interessado num acordo e pode chegar ao UFC em breve.

Em comunicado divulgado hoje, um dos líderes da Golden Glory, Bas Boon, revelou que não há objeção dos holandeses em relação ao pagamento direto aos seus comandados, e que não pretende organizar uma co-promoção para Overeem estrear no maior evento de MMA do mundo.

"Nós queremos apenas ser capazes de produzir grandes lutadores e dar grandes lutas para os fãs. Não temos intenção de co-promoção, e estamos dispostos a fazer um acordo de exclusividade para Alistair Overeem lutar no UFC, nos termos certos", disse Bas na nota.

Foi contra termos que considera injustos que Dana se insurgiu. Segundo ele, o UFC queria pagar diretamente aos lutadores e estava desconfortável com o fato de a academia holandesa servir como intermediária. Talvez a relação da Golden com seus atletas tenha dado calafrios em White, já “traumatizado” com as negociações para levar Fedor para o UFC. Na época, o presidente do Ultimate viu de perto os laços que prendem o russo à companhia M-1, e ouviu como exigência para assinatura do contrato a realização de uma co-promoção do UFC com a empresa que gera a carreira do “Último Imperador”.

Porém, Boon afirma que não há motivos para Dana demitir os atletas da Golden, e que inclusive os termos do UFC já haviam sido aceitos. Bas acredita que talvez White simplesmente não saiba do acordo.

“O pagamento foi feito como o UFC queria. Não entendo porque Dana diz que não concordamos [com o pagamento direto]. Nunca disse isso, e resolvemos esse problema com o advogado da Zuffa em Vancouver, e até concordamos com as novas políticas de patrocínio. Talvez haja uma falha de comunicação e Dana não esteja bem informado de que o problema foi resolvido”, explicou Boon.

Bas Boon também colocou parte da culpa pelos problemas entre Golden Glory e Zuffa em Scott Coker, presidente do Strikeforce. Segundo ele, algumas questões mal resolvidas entre Coker e Golden teriam sido “empurradas” para o UFC, o que dificultou as resoluções.

"Apresentei Scott, através de um parceiro meu em Los Angeles, para algumas pessoas poderosas dos EUA. Nunca poderia ter adivinhado que no mesmo momento em que eu conversava com Scott sobre uma grande medida para se tornar um concorrente real ao UFC, ele estivesse com os mesmos vendendo o Strikeforce. Confiei a Scott alguns planos de negócio. O problema maior foi que fizemos alguns acordos com Scott que estavam criando dores de cabeça, e agora a Zuffa os assumiu", explicou.

Boon espera então que sejam encontrados os remédios necessários para curar essas “dores de cabeça”. E os fãs esperam que o primeiro beneficiado seja campeão Alistair Overeem, entrando enfim para o UFC.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Charles promete “luta da noite” com Cerrone



Enquanto muitos lutadores do UFC ficam mais de um ano esperando a oportunidade de lutar, Charles do Bronxs irá fazer seu quinto combate em apenas um ano de contrato com evento. O próximo desafio do showman Charles acontece nesse domingo (14), quando o atleta encara o “cowboy” Donald Cerrone, pelo UFC Live 5. Se para alguns lutadores, fazer essa maratona de lutas pode ser inviável ou doloroso, para Charles é a melhor opção para se manter no ritmo e em constante evolução.

“Estou adorando o fato de estar lutando bastante no evento, gosto de fazer uma luta em cima da outra para manter o ritmo. Sei que é bom descansar também, mas meu corpo está resistindo bem, não está ‘arregando’, então não tem porque me poupar. Essa sequência só faz com que eu continue evoluindo cada vez mais”, comemorou.

Em entrevista, Donald Cerrone declarou que acredita que o jogo de Charles encaixaria bem com o seu e que o combate provavelmente se desenvolveria em pé. O brasileiro tem suas dúvidas quanto ao fato de Cerrone querer buscar a trocação.

“Vou te falar um negócio, não tenho certeza, mas acho que ele não vai querer trocar comigo, acredito que ele vai tentar me botar pra baixo. Mas se ele vier pra trocação, pode vir que estou 100% para essa luta, treinei muito Muay Thai com o Diego Sebastião e estou bem focado na parte em pé, pode ter certeza que se ele trocar em pé comigo, bichão... Não vou garantir que vou nocautear ou finalizar, mas que vai ser um belo combate vai”, prometeu Charles.

Assim como Cerrone, Charles está empolgado para fazer a luta da noite e embolsar uma grana extra. “Ele está vindo de vitória, eu de No Contest e aquele octagon vai ferver, pode apostar que vai ser a luta da noite, se não for, vai ser a finalização ou o nocaute da noite. Nessa luta os dois vão estar apostando tudo, vai ser um lutão e espero estar iluminado lá dentro para trazer a vitória a todos vocês do Brasil”, disse o lutador, que quer começar a embolar a categoria dos leves.

“Estou voando baixo e se Deus quiser vou trazer essa vitória. Sei que o Cerrone é um cara bem experiente, duro, um dos tops da categoria, então se eu conseguir essa vitória vai ser muito bom. Caso eu vença, acredito que vou começar a figurar entre os tops da categoria. Já venho a algum tempo fazendo um trabalho bom, consegui grandes vitórias no Ultimate e tenho certeza que se eu ganhar do Cerrone, posso entrar no bolo e, porque não, ser o próximo na disputa pelo cinturão”, concluiu Charles.

Fonte: www.tatame.com.br